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e meio.

terça-feira, junho 18, 2013

love is our resistance - Prometi que não comentaria nada até ir a uma das manifestações e ver, com meus próprios olhos, para tirar uma opinião. Dito e feito.

A despeito do que aconteceu em outras cidades, gostei muito do que vi em SP. É bom ver o povo descobrindo que tem poder -- afinal, quem estava nas ruas em sua grande maioria não participou nem dos caras pintadas -- e pode mostrar isso se desvencilhando (como possível) da imagem inicial de baderneiros, bagunceiros e, melhor ainda, de vínculos partidários - tanto os grandes e travados, como os pequenos de fracas ideologias.

Apoio e continuarei apoiando. Entretanto, no final das contas, foi um amigo do Salgado que nem estava aqui que resumiu a maior parte do que tenho na mente. Reproduzo aqui o comentário:

"(...) Realmente fiquei feliz em ver que tanta gente realmente saiu as ruas pelos seus direitos, independente de partidos e classes sociais. Quando percebi que as manifestações não eram pelos 20 centavos e sim por toda a palhaçada que ocorre no país, as atitudes começaram a fazer sentido para mim.

Mas é ai que começa o meu "medo". Se os protestos não são mais pelo aumento da passagem, são contra o que? O que estamos reivindicando? Sim, são condições melhores em todas as áreas, mas o que vai nos levar a parar as manifestações? Antes tinha eleições diretas, impeachment, e hoje? Qual o objetivo pontual? O meu medo é que, caso as tarifas recuem (o que eu acho improvável), as manifestações irão acabar, como os próprios "organizadores" já disseram. E aí, o que vem depois? Nada. Continua tudo igual. A solução desse problema? Não sei, talvez parar de pedir pelo recuo das taxas e passar a exigir pontos politicamente relevantes, como a "anulação" da PEC 37, ou leis mais rígidas contra corrupção, não sei.

O meu medo é que o gigante tenha acordado, vá no banheiro e volte a dormir."

9:53 AM.

 

 

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