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e meio.

domingo, junho 10, 2007

the only one, two, three, four - duas fotos, dois momentos.

(1) o único ponto favorável da atual greve na USP é o acesso ao topo da torre da Praça do Relógio ter sido liberado.

porque, de resto, é triste ver a situação na qual se encontra o movimento estudantil brasileiro (para não entrar no mérito da qualidade da educação em todos os patamares, em especial os fundamentais). é uma cena patética ver a atual situação da greve na USP que, ainda que tenha começado com a defesa da autonomia das universidades - aproveitou-se para fazer reinvindicações oportunistas, incoerentes e estapafurdias, como lugar contra a transparência de seus gastos (assim como em qualquer investimento com o dinheiro público), fora toda a cena de invasão da reitoria.

a greve na USP é ainda mantida por motivos obscuros - se não for por interesse de grupos parasitas ao movimento, tais quais o Sintusp (dono de atitudes duvidosas como greves que coincidem perfeitamente com os jogos do Brasil na copa), grupos partidários nanicos e "entidades de representação dos alunos" (*), é para defender a vontade fanfarrona de indivíduos de classe média que não dão valor para o seu papel de estudantes de uma das maiores universidades brasileiras. garotos que, vivendo no estigma de revolução de uma geração anterior, não sabem o que é lutar por um ideal e inventam um próprio, fazendo mais uma vez as palavras de Elis em "Como Nossos Pais" soarem atuais.

(*) para os quais a democracia só é válida quando esta representa sua opinião pessoal, ao ponto de incitar contínuas novas votações a respeito de assuntos chaves.

(2) a foto não é recente, mas representa bem a situação na qual estive dia 06 de junho. 105 minutos de torcida de pé, gritando, cantando, empurrando o time, sofrendo e acreditando. eu, que sempre fui caruncho de estádio de futebol (mesmo ainda no início da década passada, idos tristes e tenebrosos do alvinegro praiano), nunca vi tamanha comoção e manifestação de afeto por um time igual ao da noite de quarta-feira. após o jogo, cabeça erguida, lágrimas nos olhos e um orgulho mais do que vibrante - indiferente ao resultado do jogo, mas enaltecido pelo espetáculo apresentado pela camisa 12, em homenagem aos seus 11 guerreiros (e o mestre Luxa).

falar mais é desnecessário. para saber, só quem esteve lá para ver o time da virada, o time do amor!

6:15 PM.

 

 

/// comentários [1]

Anonymous Osmar, 12:54 AM \\\

putaria dos servidores...
enfim, coloquei isso no google: "assunto para email com pessoa famosa"
por motivos adversos, e vim parar aqui. hahahahahaha

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gpf, by billy.